A nova direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas das Taipas, em Guimarães, tomou posse ontem com a corporação a atravessar um momento tenso: quatro chefes estão suspensos por 30 dias, após um processo disciplinar interno.

Miguel Ribeiro de Sousa assumiu a presidência da direção numa cerimónia que contou com a presença do presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, que se deslocou ao quartel e reuniu com os responsáveis visados.
O autarca sublinhou que o corpo de bombeiros é “fundamental” para o concelho e prometeu acompanhar o caso.

A suspensão está ligada a denúncias de alegados comportamentos do comandante e a um processo iniciado em 2024, envolvendo também a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Segundo apurou o E24, os “chefes” alegam que a sanção foi aplicada “sem fundamento legal” e terá sido considerada abusiva por elementos envolvidos.
No plano interno, a corporação garante que o regulamento foi cumprido e que a disciplina é essencial para assegurar a operacionalidade.
A nova direção entra em funções com a promessa de requalificar o quartel, reforçar equipamentos e valorizar recursos humanos, incluindo a frota de viaturas.
O mandato arranca sob pressão e com o desafio de repor estabilidade numa estrutura onde o clima interno continua marcado por divisão e desconfiança.





