O maior marcador da história do futebol internacional deixa a equipa das quinas com 217 internacionalizações, 133 golos e os títulos do Euro 2016 e da Liga das Nações.
O futebolista português Cristiano Ronaldo anunciou formalmente, na manhã desta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, a sua retirada definitiva da Seleção Nacional de futebol. Através de uma mensagem emotiva e de um vídeo divulgados nas suas plataformas oficiais, o capitão e figura maior do desporto português colocou ponto final a um percurso internacional sem precedentes que se estendeu ao longo de 23 anos, desde a sua estreia absoluta em agosto de 2003, sob o comando de Luiz Felipe Scolari, num particular frente ao Cazaquistão.
No comunicado de despedida, o avançado de 41 anos frisou ter tomado a decisão de “devolver a camisola 7 de todos nós” equilibrando a razão e o sentimento, afirmando sair com a consciência tranquila de ter esgotado todas as suas forças e capacidades ao serviço do país. O capitão destacou que, acima dos troféus em exposições, dos recordes batidos ou das tardes e noites perfeitas nos relvados, o legado mais valioso da sua carreira foi a união gerada em redor da bandeira nacional e o carinho partilhado com os milhões de portugueses e comunidades de emigrantes espalhadas pelo globo.
A caminhada de Cristiano Ronaldo na equipa das quinas fica imortalizada por números e conquistas ímpares na história do desporto mundial. Em mais de duas décadas ao serviço de Portugal, o atleta somou um total fixado em 217 internacionalizações AA e 133 golos marcados, números que o estabelecem no topo absoluto da história do futebol de seleções. No seu palmarés com a camisola das quinas destacam-se as conquistas do histórico Campeonato da Europa de 2016, em França, e a edição inaugural da Liga das Nações da UEFA em 2019, no Porto, além da presença em cinco fases finais do Campeonato do Mundo e seis fases finais do Campeonato da Europa.
Ao longo do seu manifesto de despedida, o craque natural do Funchal endereçou palavras de profundo reconhecimento aos seus companheiros de balneário — frisando que “nenhum capitão caminha sozinho” —, aos diversos selecionadores e equipas técnicas que o orientaram, às equipas médicas e de apoio da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), e à sua família pelo acompanhamento permanente e sacrifícios assumidos ao longo dos anos.
O jogador encerrou a sua mensagem com um apelo direto aos jovens futebolistas para que continuem a alimentar o sonho de representar Portugal no patamar mais elevado do desporto internacional, garantindo que continuará a apoiar e a vibrar com cada vitória da Seleção Nacional a partir da bancada.
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