A devolução à natureza ocorreu a 10 milhas náuticas de Portimão com o apoio do NRP Oríon da Marinha Portuguesa e do Zoomarine.
A tartaruga marinha Molly, com cerca de 120 quilos, regressou com sucesso ao Oceano Atlântico na quarta-feira, 28 de outubro de 2026, após viver mais de duas décadas sob cuidados humanos. A operação de libertação decorreu a dez milhas náuticas a sul da costa de Portimão, no Algarve, contando com o apoio do navio NRP Oríon da Marinha Portuguesa, de uma embarcação da Estação Salva-Vidas local e da equipa do Zoomarine.
A história do animal remonta a 2004, altura em que foi arrojada numa praia do condado de Kerry, na Irlanda, apresentando lesões graves nas duas barbatanas dianteiras. A tartaruga viveu durante 22 anos no Dingle Oceanworld Aquarium, onde o seu regresso ao meio selvagem chegou a ser considerado inviável. Contudo, a evolução do conhecimento científico e do acompanhamento veterinário permitiu desenhar um plano de reabilitação.
Desde maio de 2026, Molly esteve acolhida no centro de reabilitação do Zoomarine, no Algarve, onde cumpriu um programa intensivo de preparação física e adaptação a águas abertas. O espécime foi equipado com um emissor de rastreio por satélite para permitir aos biólogos acompanhar o seu percurso e aventuras no oceano.
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