Valença assinalou os 92 anos da amaragem de Charles Lindbergh, um dos episódios mais improváveis da história local e da aviação mundial.

A data foi marcada esta quinta-feira no Centro Escolar de Friestas, com uma iniciativa centrada em memória histórica e contacto direto com o setor aéreo.
A sessão começou com uma apresentação da equipa de Museologia do município, recordando o momento em que Lindbergh e a mulher, Anne Morrow, foram obrigados a amarar no rio Minho, a 13 de novembro de 1933, junto à Ínsua do Crasto.

O casal viajava num hidroavião Lockheed Sirius, entre Genebra e Lisboa, quando a falta de combustível os deixou sem alternativa. A aterragem inesperada apanhou de surpresa as populações de Valença e Tui, que assistiram ao episódio sem perceber de imediato quem pilotava o aparelho.
Os vereadores Arlindo Sousa e Óscar Silva participaram no encontro, sublinhando a necessidade de preservar acontecimentos que marcaram a identidade do concelho. Seguiu-se uma visita ao monumento dedicado ao aviador, ao lado da Capela do Senhor dos Aflitos, orientada pelo autor da peça, o escultor Alípio Nunes.
A iniciativa terminou no Aeródromo de Cerval, onde o piloto José Manuel Gomes falou com os alunos sobre a realidade da aviação.




