Os ativistas Carlos Dobreira, Rosa Cunha e uma representante do Movimento Não às Minas – Montalegre participaram no passado dia 31 de outubro na manifestação pela habitação no Porto.
A iniciativa trouxe uma multidão à Praça da Batalha, onde se iniciou a concentração e a marcha que percorreu as Ruas de Santa Catarina e Sá da Bandeira até à Praça D. João I.
Inspirados na frase de Salgueiro Maia “Não se preocupem com o local onde sepultar o meu corpo. Preocupem-se é com aqueles que querem sepultar o que ajudei a construir”, os ativistas apresentaram-se com a frase histórica em cartaz e com uma lona onde se podia ler “Bem-vindos Portugal livre de minas”, além de t-shirts com as mensagens “Não à Mina, Sim à Vida” e “Borralha Sim! Minas Não!“.
Habitação e património no Barroso
Apesar de o direito à habitação ser o lema central da manifestação, causou particular impacto um cartaz do movimento que apelava à recuperação de casas florestais e escolas primárias no Barroso para habitação pública e acessível. O cartaz incluía imagens de património abandonado em Viveiro (Boticas), Corujeira (Montalegre) e Travassos da Chã (Montalegre).
Durante a manifestação, os ativistas abordaram a situação da Mina da Borralha. Em particular, alertaram para os riscos de desocupação de várias habitações, uma medida do projeto referida no Estudo de Impacte Ambiental da Minerália, e para a situação agravada da localização junto de três aldeias com antigas galerias no subsolo em mau estado, referentes à exploração mineira durante o século XX, com riscos de desabamentos.
Nas entrevistas, foi também denunciado o abandono a que está votado o Interior, em particular o Barroso, dando como exemplo as dificuldades no acesso à saúde.
O movimento reforça, assim, a ligação entre a luta contra a mineração predatória e a defesa de condições de vida dignas para as populações locais.











