Algumas dezenas de manifestantes concentraram-se na Rua do Castelo, hoje em Braga, para protestar contra aquilo que qualificaram de “ação criminosa” dos Estados Unidos da América na Venezuela.
A iniciativa, partilhada pelo PCP de Braga nas redes sociais, foi organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no sábado.

Durante a concentração, os participantes entoaram palavras de ordem como “Venezuela não está só” e criticaram aquilo que consideram uma ingerência externa nos assuntos internos da Venezuela.
Entre os oradores estiveram Rafael Lomba, pelo CPPC, Bruno Oliveira, do Projecto Ruído, e Carlos Cruz, da União de Sindicatos de Braga, que apelaram ao respeito pelo direito internacional e pela soberania dos povos.
Em comunicado enviado à imprensa, Rafael Lomba condenou o ataque a um Estado soberano e acusou o Governo português de adotar uma postura de subserviência face às posições de Washington.
“Procuram legitimar ou relativizar esta agressão”, afirmou o ativista.
O protesto em Braga acontece numa altura em que Maduro prestou declarações num tribunal de Nova Iorque, negando acusações de tráfico de droga e branqueamento de capitais.
A próxima audiência está marcada para 17 de março. A comunidade internacional mantém-se dividida sobre os acontecimentos.




