O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, solicitou formalmente aos vereadores da oposição o envio de contributos e propostas para a elaboração do Plano e Orçamento Municipal de 2026, numa iniciativa que classifica como gesto de abertura e tentativa de construção de consensos sobre as prioridades do concelho.
Segundo o autarca, o objetivo é garantir que Braga é governada com diálogo, responsabilidade e sentido institucional, acolhendo propostas “úteis” independentemente da origem partidária, desde que contribuam para melhorar a vida dos bracarenses.
“Quem é eleito para servir Braga tem o dever de acrescentar. A Câmara não é um ringue, é uma casa de trabalho”, afirmou João Rodrigues, defendendo um orçamento que combine ambição com “maturidade democrática”, assente em ouvir, ponderar e decidir com base no impacto na população.
O presidente sublinhou ainda que esta abertura não altera a responsabilidade política do executivo municipal na decisão final, mas pretende reforçar a transparência e a qualidade do processo. “Governo com convicções, mas sem trincheiras. Não me interessa a política do bloqueio. Interessa-me a política do resultado”, acrescentou.
Os contributos da oposição poderão abranger várias áreas de atuação municipal, incluindo coesão social, educação, mobilidade, habitação, ambiente, cultura, finanças municipais e relação com as freguesias. O município admite integrar no documento final propostas consideradas exequíveis e com impacto positivo para a cidade e para o concelho.




