O movimento cívico SOS Árvores de Braga reuniu-se na avenida dos Lusíadas, em Braga, numa sessão dedicada à reflexão sobre o passado, presente e futuro dos espaços verdes urbanos.

A ação simbólica teve lugar na ecovia do Rio Este, onde os participantes se juntaram para debater estratégias de resiliência climática e a importância do verde urbano para a saúde e qualidade de vida dos cidadãos.
O encontro marcou também o quinto aniversário do coletivo ambientalista, que tem vindo a alertar para a importância de preservar o património natural da cidade.
Durante o evento, os participantes realizaram uma caminhada simbólica pelos troços onde, em 2020, foram abatidas 12 árvores saudáveis e de médio porte. Segundo o movimento, estas ações foram fruto de uma política municipal “aleatória, sem visão nem planeamento”.
A Avenida dos Lusíadas foi destacada como exemplo de má gestão ambiental.
“Transformou-se num espaço árido e desagradável, onde o ruído e o calor do alcatrão e cimento expostos ao sol são memória viva dos erros irreparáveis cometidos pelo executivo municipal”, referiu um dos intervenientes.
Os membros do SOS Árvores de Braga apelaram à necessidade de uma intervenção urgente na avenida, com o objetivo de recuperar o conforto urbano perdido. À sombra de choupos e liquidambares, junto às “alminhas”, os participantes partilharam ideias e propostas para devolver humanidade aos espaços públicos da cidade, sublinhando o valor de um urbanismo mais sustentável e inclusivo.




