Estudo da Associação Empresarial de Braga aponta para 55,48 milhões de euros em volume de negócios durante o período analisado. Organização destaca reforço da programação cultural e da participação de artistas locais.
A Noite Branca de Braga 2026 gerou um acréscimo económico estimado em 11,25 milhões de euros, face aos períodos regulares do ano, de acordo com um estudo apresentado pela Associação Empresarial de Braga (AEB).
A análise aponta ainda para um volume de negócios de 55,48 milhões de euros, tendo por base os pagamentos eletrónicos processados pela rede SIBS entre 31 de agosto e 6 de setembro. Segundo a AEB, o impacto económico do evento estendeu-se para além dos três dias principais da Noite Branca.
Os resultados foram apresentados numa sessão realizada na AEB, conduzida por Rui Marques, diretor-geral da associação, e que contou com a intervenção de Daniel Vilaça, presidente da AEB, e de Nuno Gouveia, administrador executivo da Faz Cultura – Empresa Municipal de Cultura de Braga e representante do Município na organização do evento.
Aposta na dimensão cultural
Além do impacto económico, a organização destacou a aposta numa programação cultural mais diversificada e na articulação entre os equipamentos municipais e os agentes culturais da cidade.
Para Nuno Gouveia, esta estratégia representou um “salto qualitativo” na edição deste ano, com a Noite Branca a procurar manter a sua dimensão popular e, simultaneamente, reforçar a componente cultural.
“Mais do que os números, que são evidentemente muito importantes, importa realçar o reforço da dimensão cultural da Noite Branca: os equipamentos culturais, os artistas locais e as estruturas da cidade a trabalharem em conjunto.”
Entre os espaços e entidades envolvidos estiveram o MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea, gnration, Theatro Circo, Museu dos Biscainhos, Museu D. Diogo de Sousa, FORUM Braga e Palácio do Raio.
A programação incluiu ainda propostas nas áreas do cinema, jazz, performances, videomapping e espetáculos de drones. A reabertura do Museu da Imagem foi igualmente apontada como um dos momentos de destaque da edição de 2026.

Domingo com impacto no comércio do centro histórico
A organização destacou também os efeitos da programação de domingo no comércio do centro histórico, apontando para uma maior afluência de público durante esse período.
A edição deste ano procurou, assim, manter a forte adesão popular associada à Noite Branca e, ao mesmo tempo, diversificar os motivos de visita à cidade.
Nuno Gouveia garantiu que a estratégia deverá manter-se nas próximas edições, com uma aposta reforçada na participação dos agentes culturais locais.
“A Noite Branca só faz sentido se os bracarenses sentirem que esta é a sua festa e que estão envolvidos nela. Vamos aumentar ainda mais a presença dos artistas locais.”
O estudo da AEB surge, assim, como uma avaliação do impacto económico do evento, enquanto a organização aponta para uma evolução da Noite Branca também ao nível da oferta cultural e da ligação às estruturas e artistas da cidade.















