Município reforça faixas de gestão de combustível com espécies autóctones em várias freguesias; estratégia prevê a plantação de 2.500 novas árvores anualmente
O Município de Braga, através do seu Serviço Municipal de Proteção Civil, concluiu recentemente uma fase crucial do Projeto de Reconversão do Coberto Florestal, com a plantação de 1.885 árvores entre os finais de 2025 e o primeiro trimestre de 2026. A iniciativa foca-se na criação de barreiras naturais mais resistentes ao fogo, substituindo espécies invasoras ou inflamáveis por árvores autóctones.
A intervenção foi distribuída por diversas freguesias, com o objetivo de criar uma rede de proteção territorial. Tadim foi a zona mais beneficiada (587 árvores), seguida pela União de Freguesias de Santa Lucrécia de Algeriz e Navarra (334). Outras áreas como Crespos e Pousada, Esporões, Nogueira, Fraião e Lamaçães, e Tenões também receberam novos exemplares.
As espécies escolhidas para esta reconversão são fundamentais para a resiliência do ecossistema local:
Carvalho-alvarinho (Quercus robur): Conhecido pela sua longevidade e resistência.
Carvalho-negral (Quercus pyrenaica): Adaptado aos solos e clima da região, promovendo a biodiversidade.
O vice-presidente da Câmara Municipal, Altino Bessa, sublinhou que esta estratégia não é isolada, mas sim um compromisso contínuo de sustentabilidade. Os trabalhos, que decorreram ao longo de 24 dias de plantação efetiva, servem de antevisão para o futuro do projeto, que ambiciona plantar cerca de 2.500 árvores por ano, transformando as faixas de gestão de combustível em autênticos corredores verdes de proteção.




