Junta de Freguesia e Universidade do Minho discutem potencial de investigação do único castro na malha urbana; sítio é chave para compreender as origens pré-romanas de Braga
A Junta de Freguesia de São Vicente, em Braga, deu o primeiro passo para a recuperação histórica e científica de um dos seus tesouros mais ocultos: o Castro Máximo. Numa reunião estratégica com o arqueólogo e investigador da Universidade do Minho, Nuno Oliveira, o executivo local analisou o potencial de investigação e valorização deste sítio arqueológico. O Castro Máximo detém a particularidade de ser o único povoado fortificado da Idade do Ferro localizado dentro da malha urbana da cidade, tornando-se um elemento fundamental para o estudo da pré-história recente e da ocupação romana na região.
O secretário da Junta, João Ricardo Silva, sublinhou que a preservação deste património é uma prioridade para compreender as raízes do território antes da fundação de Bracara Augusta. A futura colaboração com a academia poderá permitir a realização de escavações sistemáticas para aprofundar o conhecimento sobre o modo de vida dos povos castrejos, além de criar condições para que o sítio possa ser integrado em roteiros culturais. Este encontro abre portas a novos projetos de educação patrimonial, visando envolver a comunidade escolar e os moradores na proteção deste legado único, reforçando o compromisso da freguesia com a defesa e promoção do seu património histórico.



