A antiga coordenadora do Bloco de Esquerda confirmou a corrida a Belém numa carta enviada aos militantes esta quarta-feira.
Catarina Martins quer recentrar o debate na dignidade do trabalho, no direito à habitação e na qualidade dos serviços públicos, incluindo saúde, educação e cultura, com combate a desigualdades e discriminações.
Para a candidata, a conjuntura marca rutura.
Critica o uso do insulto e do ressentimento e alerta que a agressividade contamina decisões. Afirma que quer mudar os termos do debate.
No programa enunciado, defende popularizar a democracia, enfrentar poderes que atuam na sombra e acelerar a transição climática. Propõe desde logo novo modelo de economia, coesão territorial e reforço da credibilidade interna e externa.
Em política externa, sustenta que Portugal deve defender o direito internacional sem duplos critérios.
Martins define a candidatura como inspirada na força solidária do país e centrada no cuidado. Diz querer cuidar da democracia, dos bens comuns, da paz, da igualdade e da liberdade, unindo esforços para renovar a confiança democrática.
Há pouco mais de uma semana admitira ponderar avançar, como alternativa para quem sente não ter em quem votar.
Além de Catarina Martins, anunciaram intenção de concorrer António José Seguro, Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes, António Filipe, Joana Amaral Dias, João Cotrim de Figueiredo e André Pestana.




