O CHEGA de Viana do Castelo, liderado pro Eduardo Teixeira, acusa a Câmara Municipal de estar a criar um sentimento de “desigualdade e revolta” entre os habitantes do concelho devido ao processo de atribuição das novas habitações da Urbanização do Carvalhal, em Darque, alegando que a maioria das casas acabará por ser destinada a famílias ciganas já identificadas pela autarquia.
Em comunicado enviado ao E24, o Chega afirma que “os vianenses conhecem a realidade do terreno” e diz que existe indignação pelo facto de muitos jovens trabalhadores e famílias continuarem sem acesso a habitação digna, enquanto decorre um investimento milionário no novo empreendimento habitacional.
Segundo o partido, das 60 habitações previstas, “apenas cerca de 9% foram colocadas em concurso público geral”, sendo as restantes destinadas a processos de realojamento previamente definidos pela autarquia. O CHEGA sustenta que esta situação está a gerar críticas no concelho, sobretudo devido ao facto de várias famílias de etnia cigana anteriormente instaladas junto à ETAR de Vila Nova de Anha terem sido transferidas para contentores próximos do empreendimento.
“O problema nunca foi, nem será, uma questão étnica. O problema é o sentimento crescente de desigualdade, de abandono e de falta de prioridade para quem trabalha, desconta e continua sem acesso às mesmas oportunidades”, refere o comunicado.
O partido critica ainda o nível de investimento no projeto, descrevendo as habitações como casas com “elevados padrões de eficiência energética”, jardins privados e sistemas de energia renovável, alegando que o custo global poderá ultrapassar os 10 milhões de euros.
O CHEGA considera que o Município devia apostar em soluções mais abrangentes para responder à crise habitacional que afeta jovens, trabalhadores e famílias do concelho.





