A CCDR-N iniciou o ciclo de reuniões “Ouvir o Território, Construir o Futuro” no Cávado, território que soma 986,3 milhões de euros em investimentos aprovados entre Portugal 2030 e PRR.
A visita marcou o arranque da ronda pelos oito CIM e pela Área Metropolitana do Porto, com o objetivo de medir execução, metas e dificuldades no terreno.
Segundo António Cunha, presidente da CCDR-N, este contacto direto serve para avaliar “o que foi feito, o que falta cumprir e como os municípios estão a responder às exigências dos programas”. A comissão mantém reuniões semestrais com as CIM, mas este ciclo foca-se também na preparação do pós-2027 e no alinhamento estratégico entre autarquias e estruturas intermunicipais.
A CIM do Cávado — que integra Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde — soma 303,7 milhões de euros do Portugal 2030 e 682,7 milhões de euros do PRR, destacando-se pela dimensão e diversidade das operações financiadas.
Entre os projetos em curso, a nova ETAR de Barcelos é o mais pesado: 36 milhões de euros de investimento elegível, dos quais 25,3 milhões já aprovados.
Cunha sublinha o impacto da obra pela escala e necessidade de modernização do sistema de saneamento.
Outros investimentos considerados estruturantes incluem a requalificação do edifício do Castelo, em Braga, futura sede da UMinhoExec, com 5,5 milhões de euros. No ranking das operações com maior custo elegível, Braga e Barcelos dominam, ficando de fora apenas a renovação da rede de abastecimento de água da Bacia da Ribeira de Pena, em Vila Verde, com mais de três milhões de euros.
Há ainda fundos destinados ao Hospital de Barcelos, ao IPCA — na área da inovação — e à musealização da Ínsula das Carvalheiras, prevista para abrir no início de 2026.
Para Mário Constantino, presidente da CIM Cávado, estas reuniões permitem avaliar o andamento dos fundos e pedir ajustes.
O dirigente alerta para “prazos demasiado apertados” e “exigências elevadas”, defendendo simplificação de procedimentos.




