O caso terminou da pior forma. O corpo de Ricardo Claro, empresário de 50 anos, foi encontrado esta quinta-feira num terreno baldio, numa zona de mato em Esteval, no concelho de Loulé.
O gestor de um restaurante de luxo em Vale do Lobo estava desaparecido desde 17 de março, data em que o alerta foi dado à Polícia Judiciária (PJ). Desde então, a investigação avançou com várias diligências, que agora apontam para um cenário de crime.
Segundo a PJ, há indícios claros de que o empresário terá sido vítima de rapto e roubo, com a investigação a enquadrar o caso como uma morte violenta.
Investigação já apontava para crime
Ao longo das últimas semanas, as autoridades recolheram sinais preocupantes. Entre os elementos encontrados estavam objetos suspeitos nas imediações do veículo da vítima, reforçando a tese de ação criminosa.
A descoberta do corpo surge na sequência dessas diligências “de caráter técnico e operacional”, levadas a cabo pela PJ.
No âmbito desta investigação, está já identificado um suspeito, com 39 anos, que se encontra em prisão preventiva,
Autópsia vai determinar causa da morte
Após a inspeção ao local, realizada com apoio da GNR, o corpo será agora transportado para o Gabinete de Medicina Legal, onde será feita a autópsia.
Esse exame deverá esclarecer as circunstâncias exatas da morte, incluindo a causa e o momento em que ocorreu.
Caso continua em investigação
Apesar da confirmação da morte, o processo está longe de encerrado. A PJ mantém a investigação em curso para identificar eventuais suspeitos e responsabilidades criminais.
O desaparecimento de Ricardo Claro já tinha levantado forte preocupação no Algarve. A confirmação da morte agrava um caso que, desde o início, apresentava contornos pouco claros — e que agora ganha dimensão criminal.




