A pressão sobre o alojamento estudantil continua a marcar o arranque do ano letivo, sobretudo no litoral e nos principais centros universitários.
Barcelos surge entre as cidades do Norte onde a procura pelas residências universitárias se mantém elevada, num cenário que se estende a Braga, Viana do Castelo e Porto.
Na Universidade Politécnica do Cávado e do Ave (IPCA), em Barcelos, as duas residências universitárias apresentavam, a 7 de setembro, uma taxa de ocupação de 80%. A instituição registou ainda um crescimento superior a 10% no número de estudantes face ao ano anterior, aumentando a pressão sobre a capacidade de alojamento.
A situação ganha particular relevância tendo em conta que muitos dos novos alunos chegam de outros concelhos e necessitam de encontrar alojamento em Barcelos, seja através das residências públicas, seja recorrendo ao mercado privado.

Braga com listas de espera
Na Universidade do Minho, a procura também aumentou significativamente. A instituição recebeu mais 400 candidaturas às residências universitárias comparativamente ao ano passado.
Em Guimarães existe já lista de espera, enquanto a residência de Santa Tecla, em Braga, inaugurada recentemente, disponibiliza 786 camas e apresentava uma ocupação superior a 90%.
Os dados globais indicados para a Universidade do Minho apontam para uma ocupação situada entre 84% e 100%, dependendo das residências.

Viana do Castelo chega aos 95%
Mais a norte, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo apresenta uma das taxas mais elevadas entre as instituições analisadas: 95% de ocupação. A capacidade indicada é de 195 camas, deixando uma margem reduzida para responder a novas necessidades de alojamento.

Porto já tem mais de 500 estudantes em espera
O cenário mais crítico entre estas cidades encontra-se no Porto. As residências da Universidade do Porto atingem 100% de ocupação e a lista de espera já ultrapassa os 500 estudantes.
A instituição dispõe atualmente de nove residências universitárias e outras duas deverão entrar em funcionamento, mas a procura continua a superar largamente a oferta disponível.
A situação deverá melhorar com os investimentos em curso no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). No Porto, por exemplo, a residência da Boa Hora, inicialmente prevista no PRR, deverá ficar concluída em 2027.
Os números mostram, assim, realidades distintas no eixo Barcelos–Braga–Viana–Porto, mas com um denominador comum: o crescimento da procura de alojamento universitário e a necessidade urgente de aumentar a oferta de camas para estudantes.













