Entre as diferentes costas da vila — as visíveis e as secretas, as que se dão ao olhar e as que apenas se revelam a quem sabe escutar — o E24 entrou, sem pedir licença, na capelinha escondida da praça, aquele recanto onde a pedra antiga devolve o eco das histórias que nunca chegaram às atas municipais.
Foi ali, nesse centro íntimo de Arcos de Valdevez, que entramos na D’Art–Vez 2025. Sem pedir licença entramos nas portas a uma bienal que não se limita a ocupar espaços: infiltra-se neles, respira-os, deixa-se contagiar.
A inauguração na Casa das Artes foi o clique para um salto aos Arcos der Valdevez — um primeiro sopro de inquietação criativa.
Mas a bienal não se fecha num único palco. Espalha-se pela memória do concelho como tinta lenta sobre papel absorvente.
OCentro Interpretativo do Barroco, onde as paredes parecem guardar respirações antigas, é um guião que nos transporta no terriório “D’Art–Vez 2025”, seja rumo ao Soajo e a Sistelo, levando arte a lugares onde o silêncio também cria.



