O eurodeputado Hélder Sousa Silva integrou esta semana uma missão do Parlamento Europeu à Bósnia e Herzegovina, com o objetivo de avaliar a estabilidade do país enquanto candidato à adesão à União Europeia.
A delegação reafirmou o compromisso da UE em promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento económico nos Balcãs Ocidentais, reforçando a perspetiva de integração na União.
Enquanto membro da Comissão da Segurança e da Defesa (SEDE), Hélder Sousa Silva, acompanhado por três outros eurodeputados, esteve na Bósnia-Herzegovina entre 24 e 27 de fevereiro.
Durante a visita, os representantes europeus reuniram-se com líderes políticos para debater desafios de segurança e identificar questões políticas e étnicas que continuam a dificultar a governação do país. Entre as principais preocupações, destacou-se a retórica secessionista proveniente da República Srpska, considerada um fator de instabilidade.
Os eurodeputados reforçaram a mensagem de que a segurança da Bósnia e Herzegovina e dos Balcãs Ocidentais é essencial para a segurança da UE.
Além disso, expressaram o seu compromisso em ajudar o país a ultrapassar obstáculos ao processo de adesão.
Durante a missão, avaliaram também o trabalho da EUFOR Althea, a maior força militar da UE na região, que supervisiona a implementação do Acordo de Paz de Dayton. Embora a presença da EUFOR Althea tenha sido amplamente elogiada, foi salientada a necessidade de mais recursos para garantir um ambiente seguro em todo o país.
No final da missão, Hélder Sousa Silva destacou que a Bósnia segue uma trajetória estável para a adesão à UE, mas que precisa de avançar com reformas essenciais, incluindo a aplicação de sanções da UE e melhorias na governação, justiça e direitos humanos. O eurodeputado acredita que, apesar do ritmo lento das reformas, a Bósnia poderá cumprir os critérios de adesão, etapa fundamental para o início das negociações formais.
A Bósnia-Herzegovina apresentou o seu pedido de adesão à UE em fevereiro de 2016 e obteve o estatuto de país candidato em dezembro de 2022.
A concessão desse estatuto foi condicionada à implementação de medidas para fortalecer o Estado de direito, combater a corrupção e o crime organizado, melhorar a gestão da migração e garantir os direitos fundamentais, conforme estipulado pela Comissão Europeia em outubro de 2022.