João Cotrim Figueiredo, candidato à Presidência da República e uma das principais figuras da Iniciativa Liberal (IL), foi acusado publicamente de assédio sexual em contexto profissional por Inês Bichão, antiga assessora parlamentar do partido.
As acusações foram tornadas públicas através de uma publicação nas redes sociais. O candidato nega todos os factos e garante que vai avançar com um processo por difamação.
Na nota divulgada no Instagram, Inês Bichão descreve um ambiente de trabalho que classifica como “condenável”, relatando episódios concretos que, segundo afirma, ocorreram durante o período em que trabalhou com Cotrim Figueiredo na Assembleia da República.
Entre várias alegadas frases, a ex-assessora refere comentários de teor sexual e comportamentos que diz terem causado bloqueio e desconforto.
A antiga assessora afirma ainda que quem contrariava o então deputado liberal enfrentava consequências profissionais, incluindo alegadas tentativas de inviabilizar oportunidades de trabalho. “Calada estive eu e assim vou continuar”, escreve, sublinhando que não aceita a possibilidade de ver Cotrim Figueiredo em Belém.

Inês Bichão tem um percurso académico e profissional ligado à administração pública. Trabalhou como assessora parlamentar entre 2022 e 2023, passou pelo Ministério do Ambiente e Energia em 2025 e integra atualmente o Ministério dos Negócios Estrangeiros, no gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
Foi também distinguida com o Prémio Jacques Delors, pelo MNE.
Confrontado com as acusações, João Cotrim Figueiredo rejeita-as na totalidade. “É absolutamente falso”, afirmou, à margem de uma ação de campanha na Covilhã.




