As exportações portuguesas de bens registaram uma subida expressiva de 14,3% em setembro, face ao mesmo mês de 2024, após a entrada em vigor do novo acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos.
Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE), que aponta os fornecimentos industriais, sobretudo produtos químicos, como o principal motor desta recuperação.
A Alemanha liderou o destino das vendas, com destaque para medicamentos produzidos em regime de trabalho por encomenda. As exportações para o mercado alemão quase duplicaram (+97,5%), ainda que este número caia para 14,7% quando excluídas as transações sem transferência de propriedade.
A comparação com agosto evidencia o salto: nesse mês, as exportações tinham recuado 1,6%. Excluindo as transações TTE, o crescimento homólogo em setembro ficou nos 3,6%.
Já as importações avançaram 9,4% no total e 10,1% sem TTE, acelerando face ao mês anterior.
Sem combustíveis e lubrificantes, as exportações cresceram 15,4%, apesar do recuo nas transações dessa categoria (-3,4%). O índice de preços das exportações manteve-se em queda (-1,2%), refletindo uma tendência de deflação no comércio externo.
Em cadeia, as exportações dispararam 42,3% em setembro, revertendo a queda de 27,3% de agosto. No acumulado do terceiro trimestre, registou-se uma ligeira quebra (-0,3%), mas no conjunto dos primeiros nove meses do ano há um crescimento homólogo de 1,9%.




