O presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, apresentou as Grandes Opções do Plano e o Orçamento Municipal para 2026, marcado por uma estratégia de consolidação financeira e aceleração do investimento público.
O autarca descreve o documento como um exercício de “responsabilidade política e rigor técnico”, apontando 2026 como o arranque de um novo ciclo de governação assente na área social, inovação e competitividade.
O orçamento ascende a 220 milhões de euros, com receitas correntes superiores às despesas correntes, garantindo um saldo de 27 milhões para reforço do investimento municipal.
O montante global destinado a investimento aproxima-se dos 131 milhões.
Araújo destaca o peso do PRR e do PT2030, lembrando que 2026 é o último ano para concluir obras financiadas pelo PRR.
O município tem em execução 65 milhões de euros, financiados em partes iguais pelo Estado e pela autarquia, o que exige recurso a receita própria e endividamento.
O executivo avança com uma mudança na política fiscal
A taxa de IMI desce de 0,32% para 0,31% e a participação variável do IRS recua 0,25%, com meta de reduzir um ponto percentual durante o mandato. Araújo garante que a redução fiscal “reforça o rendimento das famílias sem cortar programas sociais”.
Na saúde, o orçamento contempla a construção da Unidade da Encosta da Penha e a reabilitação de várias unidades locais.
Na educação, avança a recuperação das EB 2,3 de São Torcato, Pevidém e Santos Simões, além do novo pavilhão e biblioteca da Escola João de Meira.
A habitação mantém prioridade máxima, com arranque das 75 casas do 1.º Direito e reforço das verbas para gestão social.
A inovação recebe investimentos na Fábrica do Arquinho, no Avepark e na Escola-Hotel do IPCA. A mobilidade centra-se no MetroBus, no novo plano urbano e na renegociação do contrato de transportes. Na cultura e desporto, regressa a Noite Branca e avançam exames médicos gratuitos.




