A Polícia Judiciária realizou buscas em vários quartéis de bombeiros no norte do país, incluindo os de Arcos de Valdevez (Viana do Castelo) e Vieira do Minho (Braga).
As diligências decorrem de denúncias anónimas relacionadas com alegadas irregularidades nos pagamentos estatais ligados ao combate aos fogos florestais.
Em comunicado, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez confirmou que a PJ esteve no quartel na terça-feira, concentrando-se sobretudo nos equipamentos informáticos.
A direção garantiu que nenhum dirigente foi alvo da investigação e que, até ao momento, não há arguidos constituídos.
Segundo a nota, a operação da PJ tem como alvo seis bombeiros, cujos nomes não foram revelados, e foca-se em questões de índole operacional.

A corporação, presidida por Germano Amorim, afirma que “sempre se regeu pela transparência” e colaborou com as autoridades durante as buscas.
Também direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho, no distrito de Braga, está “tranquila” e “cooperante”.
Em nota enviada ao E24 refere que “foi prestada toda a colaboração com as autoridades”.

A PJ procurava informação sobre escalas de serviço, relatórios de presenças e comprovativos de pagamentos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Foram igualmente apreendidos dados relativos às equipas de combate a incêndios e às ativações de serviço no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).
A investigação inclui ainda a análise de telemóveis e comunicações dos bombeiros visados, nomeadamente mensagens trocadas em redes sociais e aplicações de mensagens.




