O primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, confirmou este sábado que o Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) vai incluir uma nova descida do IRS.

A proposta será entregue na próxima sexta-feira e cumpre o compromisso assumido no parlamento em julho, que prevê uma redução adicional das taxas marginais entre o 2.º e o 5.º escalão em 0,3 pontos percentuais.
Num comício em Guimarães, ao lado do candidato Ricardo Araújo (PSD/CDS-PP), Montenegro destacou que o Governo “já reduziu o IRS três vezes” e vai voltar a fazê-lo no próximo Orçamento do Estado. O chefe do Governo sublinhou também outras medidas implementadas, como o alargamento do IRS Jovem e o reforço do Complemento Solidário para Idosos.

O diploma aprovado no parlamento resultou de uma proposta conjunta do PSD e CDS-PP, com o apoio do Chega, garantindo assim maioria para a aprovação.
Montenegro anunciou ainda a intenção de manter o pagamento de suplementos extraordinários às pensões até cerca de 1.500 euros, “sempre que as finanças públicas o permitirem”. Segundo o primeiro-ministro, “o equilíbrio das contas do Estado não é o fim da política, mas a condição para poder continuar a reduzir impostos e apoiar quem mais precisa”.

O líder do Governo voltou a defender os benefícios fiscais a quem arrenda casas até 2.300 euros, esclarecendo que “as políticas públicas não se destinam à habitação de luxo, mas sim à classe média e aos mais desfavorecidos”.
Em tom eleitoral, Montenegro afirmou acreditar que o PSD e CDS vão reconquistar Guimarães nas autárquicas de 12 de outubro.
“Em 2024 tivemos dúvidas, mas em 2025 vencemos. Os vimaranenses perceberam que governamos para todos”, afirmou, defendendo o projeto ‘Juntos por Guimarães’ como continuidade da “vitória da AD para o país”.





