A mulher apontada como peça central no homicídio de um idoso em Esposende continua em fuga e sem paradeiro conhecido, enquanto o processo judicial avança apenas com um dos suspeitos no banco dos réus.
O caso está a ser julgado no Tribunal de Braga e ganha novos contornos com o pedido de pena máxima de 25 anos de prisão.
Sandra Luísa Matias dos Santos, de 50 anos, também conhecida como Kadijah Mammeri, é suspeita de ter participado diretamente no assassínio de António Amaral Santos, de 85 anos, mas permanece desaparecida desde o início da investigação. As autoridades admitem que possa estar no estrangeiro, nomeadamente no Brasil.
Esposende: Este foi o idoso assassinado e enterrado no pinhal de Ofir
O crime remonta a 10 de dezembro de 2024, na Apúlia, onde o idoso vivia aos cuidados do casal. Segundo a investigação da Polícia Judiciária, o homicídio terá ocorrido dentro do apartamento onde estava acolhido, sendo posteriormente o corpo ocultado no Pinhal de Ofir, a cerca de três quilómetros.
Esposende: Menor de 13 anos “obrigada ajudar” a esconder cadáver de idoso em Apúlia
No julgamento, o arguido presente, o cidadão argelino Salah Eddine Mammeri, de 40 anos, nega envolvimento direto na morte. Afirma que apenas ajudou a esconder o cadáver e aponta a companheira, agora fugitiva, como autora do crime.
Esposende: Mata idoso que acolhia na Apúlia e esconde o cadáver
Apesar dessa versão, o advogado da família da vítima não tem dúvidas. Nas alegações finais, Miguel Lages pediu a condenação por homicídio qualificado com aplicação da pena máxima, sublinhando a gravidade dos factos.
“Se não forem 25 anos, que seja uma pena muito próxima desse limite”, disse já em declarações após contactado pelo E24.
A acusação sustenta que o crime foi premeditado. Dias antes, os suspeitos terão inutilizado o telemóvel da vítima e realizado pesquisas na internet sobre métodos de eliminação de cadáveres. Após o homicídio, terão usado uma caixa de grandes dimensões para transportar o corpo e enterrá-lo, recorrendo a produtos químicos para dificultar a identificação.
A família do idoso exige ainda uma indemnização de 150 mil euros
O Ministério Público acompanha a tese de homicídio qualificado, embora sem indicar uma pena concreta. Já a defesa insiste que o arguido apenas deve responder pelo crime de ocultação de cadáver. A leitura do acórdão será no dia 7 de maio, pelas 14h30,




