As mulheres poderão controlar cerca de 40% da riqueza investida a nível mundial até 2030, numa transformação económica que começa já a alterar mercados, modelos de investimento e estratégias urbanas globais.
O tema esteve em destaque no Fórum Económico Mundial, em Davos, onde especialistas defenderam que a crescente influência económica feminina terá impacto direto nos mercados financeiros, no investimento e nas decisões estratégicas das cidades e empresas.
A discussão surge numa altura em que Braga tenta posicionar-se precisamente nesse debate através da chamada “Economia Feminina”, conceito associado ao projeto da futura “Torre das Mulheres”, previsto para a zona de Ferreiros e Lomar.
Segundo Stacey Vanek Smith, jornalista económica da Bloomberg, o universo financeiro foi historicamente dominado por homens, mas essa realidade está a mudar rapidamente.
“Ver 40% da riqueza nas mãos de mulheres é revolucionário”, afirmou durante o painel em Davos.
Também Temi Marcella, investidora internacional de private equity e venture capital, defendeu que mulheres em cargos de decisão alteram a forma de investir e de gerir património.
“Já vimos estudos que mostram que lideranças femininas superam benchmarks e apresentam maior resiliência e visão de longo prazo”, sublinhou.
A importância da educação financeira feminina foi outro dos pontos centrais do debate. O CEO da fintech MNT-Halan, Mounir Nakhla, alertou para a necessidade de democratizar o acesso ao investimento e criar mais oportunidades para empresas lideradas por mulheres.
Já Stefan Bollinger, CEO do Julius Baer Group, considerou que os mercados precisam de preparar não apenas futuras líderes empresariais, mas também mulheres que passarão a controlar patrimónios familiares e grandes decisões económicas.
O debate internacional acaba por reforçar o discurso lançado recentemente em Braga pelo empresário Filipe Correia, ligado ao projeto “Torre das Mulheres”, que defende a introdução da “Economia Feminina” como eixo estratégico das políticas urbanas e económicas da cidade.
Braga entra na nova corrida da “Economia Feminina” com projeto da “Woman Tower”
A discussão começa agora a ganhar dimensão internacional e poderá colocar Braga numa nova corrida ligada ao investimento, urbanismo e posicionamento económico das cidades do futuro.




