Uma operação conjunta das autoridades espanholas, portuguesas e francesas travou a entrada na Europa de 2.400 quilos de cocaína transportados numa embarcação de alta velocidade intercetada ao largo de Lisboa.
A investigação foi desencadeada após um alerta da agência norte-americana DEA sobre uma rede criminosa que usava o Atlântico para enviar droga com destino final a Espanha.
Segundo a Polícia Nacional espanhola, a lancha — de 12 metros e equipada com três motores — apresentava avarias mecânicas e esperava apoio logístico de membros do grupo sediados em Portugal.
A informação foi partilhada com as autoridades francesas e portuguesas, o que permitiu localizar a embarcação em poucas horas.
Na madrugada de sábado, o barco foi detetado por unidades navais francesas. Os quatro tripulantes tentaram fugir e atirar a carga ao mar, mas acabaram detidos.
A bordo foram recuperados 2,4 toneladas de cocaína. A embarcação, em estado precário, acabou por afundar durante o reboque, segundo fonte policial.
A investigação, coordenada pela Fiscalía Especial Antidroga da Audiência Nacional, permitiu desmantelar parte da estrutura logística da rede, que operava entre a América do Sul e a Península Ibérica. A colaboração entre forças de Espanha, França e Portugal foi considerada “decisiva” para travar o carregamento, que representa uma das maiores apreensões do ano nas águas atlânticas.
Os detidos — quatro homens de nacionalidade ainda não divulgada — são suspeitos de tráfico internacional de droga e pertença a organização criminosa. Serão entregues às autoridades espanholas para interrogatório.
Nas próximas horas, tanto os suspeitos como a droga apreendida deverão chegar ao porto de A Corunha, a bordo de um navio francês, onde prosseguirão as diligências judiciais.




