A Mata de Albergaria, um dos pontos nevrálgicos do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), no concelho de Terras de Bouro, tem enfrentado uma pressão crescente nos últimos verões, com mais de 40 mil veículos a entrar na área.
Os dados do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) revelam que, em 2023, registaram-se 44.645 entradas, um aumento significativo em relação aos 40.178 veículos em 2022.
A partir deste sábado, as portagens para o acesso à Mata de Albergaria são retomadas, com um custo de 1,50 euros por veículo.
Esta medida, segundo o presidente da Câmara de Terras de Bouro, Manuel Tibo, visa controlar o fluxo de visitantes e proteger a natureza, assegurando a preservação dos ecossistemas da região.
O controlo de acessos é implementado anualmente durante o verão, embora a sua vigência possa variar.
Os dados do ICNF indicam que, apesar do aumento no número de veículos, os pedidos para caminhadas na área também mostraram um decréscimo, passando de 558 para 475 em 2024.
O ambiente natural do PNPG, que inclui locais emblemáticos como a Mata de Albergaria e o Vale do Gerês, continua a ser um destino popular, com um total de 491 dias contabilizados em atividades ao ar livre, um recorde em comparação com os 438 de 2022.
Em termos de acessos a áreas de proteção total, houve um aumento significativo nos pedidos, com 409 solicitações envolvendo 1.966 pessoas este ano, superando os números de 2023, mas ainda abaixo dos de 2022.
Além disso, as obras na cascata de Fecha de Barjas, popularmente conhecida como cascata do Tahiti, já começaram e estão programadas para decorrer ao longo do verão.
Apesar das críticas quanto ao impacto ambiental, Manuel Tibo enfatizou a importância da segurança nas obras, que incluem a criação de uma nova zona de circulação junto à cascata.




