O vereador do PSD na Câmara de Viana do Castelo, Paulo de Morais, criticou o atual sistema de estacionamento na cidade, classificando-o como uma “portagem feudal” que dificulta o acesso ao centro histórico.
As críticas foram feitas na reunião do executivo municipal de terça-feira, onde o social-democrata apontou “preços proibitivos” nos parques mais centrais, como o Parque da Avenida e o Parque 1.º de Maio.
Segundo Paulo de Morais, o modelo atual tem afastado residentes e visitantes do centro da cidade, com impacto negativo no comércio local. O vereador defende que o sistema “carece de uma profunda intervenção”, alegando que resulta de “erros acumulados ao longo de anos”.
“Para acederem ao seu centro histórico, os vianenses acabam por pagar quase uma portagem de tipo feudal a duas empresas que detêm os parques em regime de oligopólio”, afirmou, defendendo que cabe à autarquia intervir.
O social-democrata considera ainda que o sistema de mobilidade é “desconexo e incoerente”, apontando a escassez de estacionamento à superfície e a insuficiência de alternativas acessíveis nos parques existentes.
Em resposta, o presidente da Câmara, Luís Nobre, rejeitou que os problemas do comércio local estejam diretamente ligados ao estacionamento. O autarca sublinhou que os desafios enfrentados pelas cidades resultam de múltiplos fatores.
“Hoje os urbanistas apontam no sentido de reduzir o transporte individual nos centros urbanos e apostar em soluções coletivas”, afirmou, destacando a implementação do sistema de transportes públicos TUViana, com autocarros elétricos, lançado no final de 2025.
Luís Nobre defendeu ainda a estratégia municipal de promover meios suaves e “humanizar” o centro histórico, em linha com tendências urbanísticas contemporâneas.
Mobilidade e estacionamento
O debate sobre estacionamento e mobilidade tem marcado várias cidades portuguesas, especialmente em centros históricos, onde se procura equilibrar acessibilidade, sustentabilidade e dinamização económica.
Modelos que restringem o acesso automóvel são frequentemente contestados por comerciantes, mas defendidos por especialistas em urbanismo.
O tema deverá continuar a gerar debate no executivo municipal, num contexto em que a mobilidade urbana e o acesso ao centro histórico permanecem questões centrais para residentes e comerciantes.




