Mais de 50 denúncias de violência escolar foram registadas pelo Observatório da Convivência Escolar nos últimos seis meses, conforme revelado por Pedro Barreiros, secretário-geral da Federação Nacional de Educação (ENE).
A maioria das queixas, feitas por encarregados de educação, refere casos de agressão entre alunos, incluindo uma denúncia de assédio no ensino superior. O fenómeno do bullying é particularmente alarmante nas escolas básicas, abrangendo os 1.º, 2.º e 3.º ciclos.
Os pais que recorrem ao Observatório buscam um canal de denúncia e aconselhamento, frequentemente frustrados pela falta de respostas eficazes das instituições educativas.
Um exemplo chocante envolve um aluno com autismo que foi agredido durante atividades curriculares, resultando em ferimentos graves. A mãe da vítima, que já tinha enfrentado situações de bullying desde o jardim de infância, optou por mudar o filho de escola.
Além das agressões entre alunos, também há relatos de violência dirigida a professores. O Observatório, que colabora com várias instituições, reconhece que as denúncias representam apenas a “ponta do icebergue” e enfrenta desafios na validação das queixas.



