O candidato do movimento “Todos Barcelos“ à Câmara de Barcelos, José Rosa, defendeu na entrevista “LCafé” do E24, e conduzida por Inês Pedro, a necessidade de “um novo paradigma de desenvolvimento para o concelho”, assente na juventude, na inovação e na diversificação económica.
Natural de Barcelos, recordou a sua “infância normal, numa família numerosa e estruturada”, o percurso académico em Engenharia Eletrotécnica e uma carreira de mais de 35 anos no setor das telecomunicações.
Hoje é consultor sénior e gestor de projetos, experiência que, segundo afirma, lhe deu “traquejo na gestão, na negociação e no contacto com autarquias e populações”.
A ligação à política começou em 2001, quando, com um grupo de amigos, fundou um movimento independente que resultou na eleição de um deputado municipal pelo MPT. Desde então tem estado ligado à Assembleia Municipal.
“Nunca perdi a vontade de fazer política. Acredito que todos temos o dever de deixar uma marca positiva na sociedade”, explicou.

Prioridades para Barcelos
O candidato do Todos Barcelos destacou três áreas centrais do seu programa. A primeira é a captação de jovens e empresas, tirando partido da proximidade aos polos universitários de Braga, Porto e Viana.
“Temos 86 mil estudantes no raio de 50 km. Precisamos de criar condições para que se fixem em Barcelos, com incubadoras, coworking e espaços de inovação”, disse.
A segunda é a juventude. Rosa lamenta que “Barcelos não tenha sequer um cinema” e defende mais alternativas culturais e desportivas. Para além disso, quer combater a falta de habitação e de condições de trabalho para recém-licenciados.
A terceira prioridade é a diversificação económica. O candidato lembra que “70% do tecido empresarial barcelense depende do setor têxtil, contra uma média nacional de 17%”. Para inverter este cenário, propõe novas zonas industriais, tecnologia e empreendedorismo em Barcelos.
Potencial natural por explorar
José Rosa sublinhou ainda a centralidade geográfica do concelho e o potencial da mancha florestal e dos rios Cávado e Neiva. “Barcelos tem mais de 16 mil hectares de floresta e dois rios com enorme capacidade para lazer e desporto. Isto é um diamante em bruto que precisa de ser lapidado.”
Na reta final da campanha, o candidato apelou a um debate político “sério e elevado” e pediu aos barcelenses que “olhem para os projetos e ideias novas, em vez de ciclos eleitorais curtos”.
“Temos tudo o que muitos gostariam de ter. Só nos falta o mar.”



