Portugal e Estados Unidos reforçam laços históricos na Ilha Terceira. O Governo detalhou os critérios para o uso da Base das Lajes, num equilíbrio entre o apoio ao aliado e o respeito pelo Direito Internacional.
Como país fundador da NATO e parceiro histórico de Washington, Portugal reafirmou a sua posição de aliado fiel, mas atento.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, esclareceu que a utilização da Base das Lajes para operações internacionais está assente numa relação de “amizade profunda”, mas sujeita a três condições fundamentais que garantem a segurança e a ética militar.
Em declarações que sublinham o papel de Portugal como pilar no Atlântico, o MNE explicou que qualquer utilização da infraestrutura açoriana para fins de força deve ser estritamente defensiva — ou seja, em resposta a agressões (retaliação) —, obedecendo sempre aos princípios da necessidade e da proporcionalidade. Além disso, o Governo português impõe que as operações visem exclusivamente alvos militares, salvaguardando a proteção de civis.
“Não somos um aliado de ocasião”, reforçou Paulo Rangel, lembrando que a segurança da nossa independência deve muito a estas parcerias atlânticas.
O governante destacou que Portugal mantém um diálogo transparente com os EUA, garantindo que, até agora, a Base das Lajes tem servido missões de logística e reabastecimento, sem envolvimento em ataques ofensivos diretos.



