O Município de Esposende aprovou hoje o relatório de gestão e prestação de contas.
Segundo os dados avançados pela comunicação do município liderado por Carlos Silva, o ano de 2025 com um resultado líquido negativo de 4,6 milhões de euros, invertendo o saldo positivo registado no ano anterior.
No entanto o município apresenta equilíbrio orçamental e um nível de endividamento abaixo do limite definido por lei, mantendo ainda uma margem de cerca de 10 milhões de euros para novo endividamento em 2026.
As contas foram aprovadas na Assembleia Municipal de 28 de abril e revelam uma pressão crescente sobre as finanças da autarquia, sobretudo ao nível da despesa e da tesouraria.
Entre os indicadores mais críticos está o aumento da dívida a fornecedores, que já ultrapassa os 4,2 milhões de euros, bem como o agravamento dos prazos médios de pagamento, que estão agora acima dos 100 dias.
O relatório aponta para um crescimento significativo das despesas correntes como principal fator para o resultado negativo, num ano que reflete, em grande parte, a gestão do anterior executivo. Recorde-se que o atual presidente da Câmara, Carlos Silva, só tomou posse no final de outubro de 2025.
Apesar do cenário negativo, a autarquia garante que mantém o cumprimento das regras legais. O município apresenta equilíbrio orçamental e um nível de endividamento abaixo do limite definido por lei, mantendo ainda uma margem de cerca de 10 milhões de euros para novo endividamento em 2026.
O presidente da Câmara admite que os números exigem atenção. Defende que o relatório permite “uma leitura clara da situação financeira”, apontando a necessidade de intervenção em áreas como a liquidez, execução orçamental e controlo da despesa.
Para 2026, o executivo traça uma linha de ação centrada na contenção da despesa, na redução da dívida a fornecedores e na diminuição dos prazos de pagamento. A par disso, estão previstos investimentos considerados estratégicos e uma aposta na captação de fundos comunitários.
Outro dos dossiês prioritários passa pela negociação com o Governo, com o objetivo de garantir uma compensação financeira adequada pelas competências transferidas para os municípios, sobretudo no setor da educação.
Está também prevista a elaboração de um plano de sustentabilidade financeira, com foco no reforço da receita e na eficiência da gestão municipal.
O relatório completo será disponibilizado online, com a autarquia a prometer maior transparência através da divulgação regular de indicadores financeiros.



