A bióloga Joana Santana, candidata da CDU (PCP-PEV) à Câmara de Esposende, afirma que a prioridade do seu projeto político é “colocar as pessoas no centro da gestão autárquica”, com foco na habitação, mobilidade, serviços públicos e proteção ambiental.
Em entrevista ao E24, Joana Santana começa por destacar que “a habitação é um problema central”, defendendo um Programa Municipal de Habitação Pública e “a regulação do alojamento local para travar a especulação imobiliária”. Sublinha que “os preços são proibitivos para quem quer viver em Esposende”, o que tem afastado jovens e famílias.
Outro eixo prioritário é a mobilidade. “A Câmara tem de criar uma rede de transportes municipais eficaz que ligue as freguesias e o concelho aos municípios vizinhos”, refere, acrescentando que “o problema da habitação é agravado pela falta de transportes públicos”, forçando muitos trabalhadores ao uso diário do automóvel.

No plano social, a candidata enfatiza “a criação de uma rede pública de creches e jardins de infância”, criticando “a ausência de respostas municipais em freguesias onde ainda falta saneamento básico”. Para Santana, “50 anos após o 25 de Abril é inaceitável que 15% do concelho continue sem saneamento”.
Sobre o ambiente, Joana Santana é taxativa: “Esposende é um privilégio da natureza, mas está a ser destruído pela construção descontrolada”. A candidata defende “um travão ao licenciamento em zonas sensíveis” e critica o “betão que invade dunas, pinhais e terrenos agrícolas”. Para si, “proteger o Parque Natural do Litoral Norte é um dever da autarquia”.
Na área da saúde, a candidata aponta falhas graves: “A reabertura do centro de saúde de Belinho é urgente e o concelho precisa de um hospital de proximidade.” Também destaca a necessidade de “apoio à terceira idade e serviços domiciliários”, lembrando que “Esposende é um concelho envelhecido e falta oferta pública acessível”.
Joana Santana insiste na ideia de democracia participativa: “A CDU gere ouvindo as pessoas. Queremos sessões públicas regulares, transparência nos apoios e envolvimento das associações locais.” Recorda a experiência em Loures, onde a CDU criou um regulamento de apoio ao movimento associativo com consulta pública.
Por fim, sublinha que “a CDU tem provas dadas em autarquias por todo o país” e promete aplicar o mesmo modelo em Esposende: “Se os esposendenses nos derem confiança, terão uma gestão transparente, participada e voltada para o bem comum.”
A candidata vive em Fão, é investigadora e participou em projetos científicos na Amazónia, experiência que diz ter reforçado “a consciência da importância de proteger o ambiente e as comunidades locais”.



