O preço do cabaz alimentar analisado pela Deco Proteste voltou a aumentar esta semana, fixando-se nos 259,31 euros. O valor representa uma subida de 7,23% desde o início do ano.
O preço dos bens alimentares essenciais voltou a subir em Portugal, depois de três semanas consecutivas de descida. Segundo os dados da Deco Proteste, citados pela Lusa, o cabaz alimentar composto por 63 produtos passou a custar 259,31 euros, mais 1,97 euros do que na semana anterior.
Desde o início do ano, o aumento é já de 17,48 euros, o equivalente a 7,23%. Na prática, para comprar o mesmo conjunto de produtos, os consumidores precisam agora de gastar quase mais 18 euros do que gastavam no arranque de 2026.
A comparação com 2022 mostra um cenário ainda mais pesado para as famílias. Face ao início desse ano, o preço do cabaz alimentar subiu 41,21%, o que corresponde a mais 75,68 euros.
Entre os produtos que mais encareceram na semana entre 27 de maio e 3 de junho, destacam-se o atum posta em óleo vegetal, que aumentou 0,37 euros, uma subida de 28%, a farinha para bolos, que ficou 0,27 euros mais cara, ou seja, mais 17%, e a massa esparguete, que subiu 0,17 euros, uma variação de 16%.
Na comparação com a mesma semana de 2025, há produtos com aumentos muito expressivos. Os portugueses estão a pagar mais 54% pelo carapau, mais 31% pelo tomate chucha e mais 30% pelos brócolos.
Já quando a comparação é feita com o início de 2022, os maiores aumentos surgem na carne de novilho para cozer, que está 125% mais cara, nos ovos, com uma subida de 84%, e no bacalhau graúdo, que aumentou 76%.
A nova subida do cabaz alimentar confirma que a pressão sobre os orçamentos familiares continua longe de estar resolvida, mesmo depois de algumas semanas de alívio nos preços.



