O cabaz alimentar essencial voltou a dar algum alívio às famílias portuguesas, mas a fatura continua pesada.
Segundo a DECO PROteste, o conjunto de 63 produtos analisados semanalmente custa agora 258,52 euros, menos 2,37 euros do que na semana anterior.
É a primeira descida em sete semanas, depois de um período de aumentos consecutivos que levou o cabaz ao valor mais alto desde que a organização começou esta análise, em 2022: 260,89 euros.
A descida é relevante, mas não muda o essencial: comprar alimentos continua muito mais caro do que há poucos anos. Desde o início de 2026, o cabaz já subiu 16,69 euros. E, comparando com janeiro de 2022, os mesmos produtos custam agora mais 70,82 euros.
O cabaz acompanhado pela DECO PROteste inclui produtos de várias categorias, como carne, peixe, fruta, legumes, laticínios, congelados e mercearia.
Entre 22 e 29 de abril, os produtos que mais subiram em termos percentuais foram os cereais de fibra, que aumentaram 16% para 4,36 euros, a alface frisada, que subiu 13% para 2,69 euros, e o pão de forma sem côdea, que avançou 8% para 2,59 euros.
A análise mostra ainda que alguns produtos dispararam desde 2022. A carne de novilho para cozer aumentou 124%, custando agora 13,04 euros por quilo. A couve-coração subiu 101%, para dois euros por quilo, enquanto os ovosencareceram 84%, chegando aos 2,10 euros.




