A empreitada de conservação e valorização da Igreja Paroquial de S. Romão de Neiva, em Viana do Castelo, foi formalmente consignada esta terça-feira.
O investimento total ronda os 480 mil euros, com 284 mil euros financiados pelo Programa Regional Norte 2030.

A Câmara Municipal assegura a componente nacional, perto de 200 mil euros.
A cerimónia contou com a presença do presidente da autarquia, Luís Nobre, e foi conduzida pelo pároco Renato Oliveira, que classificou o arranque das obras como “um velho anseio da comunidade” e “uma urgência de valorização cultural”.
O sacerdote sublinhou a “exemplar cooperação institucional” entre a Fábrica da Igreja, a Junta de Freguesia e o município, que apoiou todo o processo de candidatura aos fundos comunitários.
A intervenção prevê a eliminação rápida das humidades no interior, a substituição integral da cobertura, incluindo telhas e rufos, e a conservação de todo o exterior. Está ainda prevista uma ação estrutural na torre, garantindo a estanquicidade do edifício.

Luís Nobre destacou a dimensão da operação, classificando-a como uma “tarefa complexa” e um investimento exigente.
Confirmou também que a Câmara acompanhará o esforço financeiro no âmbito do programa municipal Valorizar o Património.

Para o autarca, o valor da igreja é “patrimonial, religioso e histórico”, representando a memória e a identidade da comunidade local, além de ter potencial turístico, nomeadamente no contexto dos Caminhos de Santiago.
A Igreja de S. Romão de Neiva integra o antigo mosteiro beneditino cuja fundação remonta aos séculos X-XI. O complexo foi ampliado e sagrado em 1087 pelos bispos de Braga e Tuy.
O monumento é considerado uma peça relevante da história regional, associada à expansão do cristianismo no período medieval e à rota de peregrinação para Santiago de Compostela.




