O SC Braga empatou este sábado 3-3 frente ao Estrela da Amadora, no Estádio José Gomes, na 17.ª jornada da Liga.
Um jogo com duas leituras: a primeira, de controlo bracarense; a segunda, de colapso defensivo e incapacidade para gerir transições e momentos de pressão.
Os minhotos estiveram por duas vezes em vantagem confortável — a última aos 63 minutos — mas acabaram a ceder num final frenético.
O SC Braga entrou bem e ameaçou cedo. Aos 6 minutos, Fran Navarro ficou perto do golo após passe de Moscardo, mas Renan Ribeiro respondeu com uma mancha decisiva.
Pouco depois, aos 10 minutos, o VAR chamou o árbitro para avaliar um agarrão sobre Vítor Carvalho. Penalti assinalado e João Moutinho fez o 0-1, aos 11, com frieza.

A reação do Estrela foi imediata e expôs um problema recorrente nos guerreiros: o equilíbrio defensivo após perda e Gorby. Aos 16 minutos, Kikas empatou com um remate forte de fora da área. Mas o verdadeiro alerta para o SC Braga surgiria mais tarde, na segunda parte, com Gorby a meter o dedo na ferida.
Depois do intervalo, o SC Braga voltou a adiantar-se. Aos 51, Fran Navarro marcou na recarga, após assistência de Dorgeles. Aos 63, Zalazar, com insistência e algum ressalto, fez o 1-3, e parecia fechar o jogo. Só parecia.
A partir daí, o Estrela passou a atacar o ponto fraco bracarense: transições na construção curta, na primeira fase, onde o Braga se mostrou lento, previsível e mal protegido.
E aí, Gorby foi decisivo. O médio francês esteve na origem dos lances que recolocaram o Estrela no jogo, pressionando alto, recuperando e acelerando sobre uma equipa que insistiu em sair a jogar sem critério e sem cobertura.
Jovane reduziu aos 69, depois de um lançamento lateral, e aos 73 Abraham Marcus completou a reviravolta emocional com o 3-3, na sequência de canto.
O SC Braga saiu da Reboleira com um ponto e um aviso sério: não basta marcar três golos quando a equipa continua a abrir buracos atrás e a tremer sempre que é pressionada na saída.



