Ações integradas com a Esposende Ambiente e o ICNF envolveram escolas do concelho na Semana das Espécies Invasoras de 2026 para proteger a biodiversidade local
O Município de Esposende e a empresa municipal Esposende Ambiente concluíram um conjunto de intervenções práticas e pedagógicas inseridas na edição de 2026 da Semana das Espécies Invasoras (SEI). A iniciativa teve como meta prioritária travar a proliferação de flora e fauna exóticas que ameaçam a integridade dos ecossistemas costeiros e florestais do concelho, promovendo a conservação da biodiversidade autóctone.
Para garantir a eficácia das ações no terreno, a autarquia desenhou uma rede de cooperação estratégica com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Associação Assobio, a Associação Florestal do Cávado e várias comunidades escolares e estabelecimentos de ensino do território municipal.
Controlo biológico ataca a acácia-de-espigas
O grande destaque do plano operacional deste ano assentou na aplicação de soluções científicas de vanguarda para mitigar o avanço de manchas arbóreas infestantes. Foi realizada uma operação de dispersão de galhas da vespa-da-acácia (Trichilogaster acaciaelongifoliae).
Este inseto atua como um agente de controlo biológico direcionado e totalmente seguro para outras espécies, uma vez que se alimenta e deposita ovos exclusivamente nos botões florais da acácia-de-espigas, impedindo a sua reprodução e o desenvolvimento de sementes sem a necessidade de recorrer a herbicidas químicos poluentes.
Paralelamente, as equipas técnicas e os voluntários concentraram esforços em duas frentes:
- Erradicação manual e mecânica: Eliminação pontual de pequenos núcleos isolados de plantas invasoras em áreas dunares e florestais sensíveis;
- Combate à Vespa Velutina (Vespa Asiática): Dinamização de oficinas práticas dedicadas à montagem e distribuição de armadilhas artesanais seletivas para capturar fundadoras e reduzir o impacto desta espécie predadora de abelhas na apicultura local.
Impactos ecológicos e cumprimento da Agenda 2030
A proliferação de espécies exóticas invasoras é atualmente classificada pela comunidade científica como uma das maiores ameaças globais à integridade ambiental. Ao competirem diretamente pelos recursos essenciais — como água, luz e nutrientes do solo —, estas espécies asfixiam a flora nativa, provocando prejuízos económicos severos na silvicultura e na agricultura, além de potenciais riscos para a saúde pública (como alergias severas ou picadas).
As ações desenvolvidas em Esposende encontram-se alinhadas com as diretrizes internacionais da Organização das Nações Unidas, contribuindo diretamente para as metas fixadas na Agenda 2030. Em concreto, as intervenções tocam o ODS 15 (Proteger a Vida Terrestre) e o ODS 17 (Parcerias para a Implementação dos Objetivos).
As autoridades locais reforçam que a vigilância e a deteção precoce dependem do envolvimento ativo de toda a comunidade. Os cidadãos que pretendam reportar a presença de focos de plantas invasoras na sua propriedade, aprender a identificar espécies exóticas ou registar avistamentos na aplicação móvel oficial podem obter todas as ferramentas pedagógicas visitando a plataforma científica Invasoras.pt ou os canais digitais do ICNF.




