O movimento Mudança por Todos, que atualmente lidera a Câmara de Esposende, responsabilizou o anterior executivo do PSD pelo agravamento do prazo médio de pagamento do município aos fornecedores e garantiu que está a trabalhar para recuperar a credibilidade financeira da autarquia.
A posição surge na sequência da divulgação de dados do Conselho de Finanças Públicas, segundo os quais Esposende integrou, em 2025, o grupo de municípios portugueses que demoravam mais de 90 dias a liquidar as suas obrigações.
De acordo com os números citados pelo movimento, o prazo médio de pagamento da Câmara de Esposende terá aumentado de 29 dias, em 2024, para 110 dias, em 2025. Em 2023, o município demoraria, em média, 14 dias a pagar aos fornecedores.
Para o Mudança por Todos, estes indicadores representam uma “degradação da imagem financeira” do concelho e contrariam a ideia de estabilidade das contas municipais transmitida durante os anteriores mandatos autárquicos.
“Durante demasiado tempo foi construída uma narrativa de aparente solidez financeira que hoje é desmentida pelos factos e pelos indicadores oficiais”, refere o movimento num comunicado divulgado publicamente.
A estrutura política acrescenta que, em setembro de 2025, nas semanas que antecederam as eleições autárquicas, o prazo médio de pagamento da Câmara de Esposende já se situava nos 123 dias, colocando o município entre os cinco piores do país neste indicador.
O atual executivo municipal, liderado por Carlos Silva, reconhece que a recuperação financeira não será imediata e exigirá “tempo, rigor, responsabilidade e uma gestão financeira cuidada”.
Segundo o comunicado, a Câmara está a desenvolver medidas destinadas a normalizar as contas municipais, reduzir os prazos de pagamento e recuperar a confiança dos fornecedores que trabalham com o município.
O Mudança por Todos promete manter uma gestão “responsável, transparente e financeiramente sustentável”, assegurando que a estabilização das contas da autarquia será uma das prioridades do atual mandato.
As críticas agora divulgadas intensificam o confronto político entre a atual maioria e o PSD, que governou o município no mandato anterior. Os dados relativos aos pagamentos a fornecedores deverão também assumir destaque no debate político municipal e nas próximas reuniões dos órgãos autárquicos.



