O Castelo de Faria, em Barcelos, está a ganhar nova vida enquanto ponto de interesse histórico e turístico, com a valorização da sua estação arqueológica subjacente e a crescente curiosidade de visitantes que procuram conhecer um dos locais mais emblemáticos do concelho.
No local, um painel informativo detalha a importância do sítio, revelando que as ruínas ocupam cerca de quatro hectares no cabeço ocidental do Monte da Franqueira. Para além da imponência do castelo medieval, o espaço guarda vestígios de ocupação humana que remontam à Idade do Bronze e do Ferro, prolongando-se até à época romana.
O que está à vista é apenas uma parte da história. Debaixo do solo, encontram-se estruturas arqueológicas que ajudam a explicar como viviam as populações antigas, desde habitações circulares a fragmentos de cerâmica e utensílios do quotidiano. A posição estratégica do monte, com vista privilegiada sobre o vale do Cávado, terá sido determinante para a sua ocupação ao longo dos séculos.

A fortificação medieval, que hoje domina a paisagem, terá sido erguida numa fase posterior, consolidando o local como ponto de defesa e controlo territorial. O castelo está também ligado a episódios históricos relevantes, incluindo referências documentais que reforçam o seu papel na organização do território.

Classificado como Monumento Nacional desde 1956, o conjunto arqueológico passou para a gestão do Município de Barcelos em 2022, o que abriu caminho a novas estratégias de reabilitação, interpretação e valorização turística.
No terreno, já são visíveis esforços para tornar o espaço mais acessível e compreensível ao público, com sinalética renovada e percursos que orientam os visitantes pelos diferentes setores identificados nas escavações.
O desafio agora passa por transformar o Castelo de Faria num verdadeiro polo de atração cultural no norte do país, tirando partido do seu potencial histórico, paisagístico e científico.







