A Transportes das Beiras e Serra da Estrela (TBSE) passou oficialmente a assumir a exploração do serviço público de transporte rodoviário de passageiros em 15 municípios da região, depois da assinatura do contrato com a Comunidade Intermunicipal da Região das Beiras e Serra da Estrela.
A concessão tem uma duração de cinco anos e um valor global estimado em cerca de 10 milhões de euros.

O acordo, fechado esta terça-feira, 24 de março, na Guarda, resulta de um concurso público internacional e entrega à nova sociedade concessionária a responsabilidade pela organização e operação da rede. Na prática, a TBSE passa a controlar linhas, percursos, horários, tarifários e a informação disponibilizada ao público.
Em causa está uma operação com impacto direto em Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Gouveia, Manteigas, Mêda, Pinhel, Sabugal, Seia e Trancoso.
A concessão inclui ligações intermunicipais, serviços inter-regionais delegados e, em alguns casos, também transporte municipal. O modelo pode ainda abranger o transporte escolar, num desenho que pretende evitar falhas durante a fase inicial de transição e garantir continuidade do serviço.
A empresa garante que quer impor padrões elevados de qualidade, segurança e conforto, prometendo ainda ajustar a oferta às necessidades reais da população e reforçar a clareza da informação prestada aos passageiros.
Ana Luísa Monteiro, CEO da TBSE, sublinha que este contrato marca o arranque de uma sociedade criada especificamente para esta concessão e assente, segundo a própria, em experiência acumulada no setor. A gestora diz que a operação nasce com a ambição de prestar um serviço público “eficiente, seguro e próximo das populações”.
Principais pontos:
- 10 milhões de euros em jogo numa concessão regional de transportes
- TBSE passa a gerir a rede em 15 concelhos
- Contrato dura cinco anos e pode incluir transporte escolar
- Mobilidade é vista como arma contra o isolamento do interior
Do lado da CIM, Carlos Condesso defende que a mobilidade é hoje um fator central de coesão territorial. O presidente da Comunidade Intermunicipal considera que uma rede eficiente é decisiva para travar o isolamento, melhorar o acesso a saúde, educação e emprego e aumentar a atratividade económica de toda a região.
O novo modelo mantém a lógica de gestão pública com operação privada, uma fórmula que pretende assegurar transparência, continuidade e maior controlo sobre a qualidade do serviço rodoviário prestado nas Beiras e Serra da Estrela.





