Depois da frente fria do fim de semana, o começo da semana traz uma janela curta de estabilidade no tempo relativa no litoral Norte, mas com vento a reforçar durante a tarde.
A partir de terça-feira, novas ondulações frontais voltam a atingir a fachada atlântica. O impacto será mais evidente no Minho e no Douro Litoral, estendendo-se depois aos vales do Ave, do Cávado e ao Douro Superior.

Segunda-feira, 8 de setembro — vento mais forte, pouca chuva
O dia começa com nebulosidade variável e aberturas, em especial entre Viana do Castelo, Esposende, Vila do Conde e Matosinhos.
A previsão descritiva do IPMA indica vento de quadrante oeste a reforçar da tarde para a noite, por vezes forte nas terras altas, mantendo baixa a probabilidade de precipitação no Minho e no Grande Porto.
No interior de Trás-os-Montes e Alto Douro, entre Vila Real, Alijó e Lamego, as rajadas sentir-se-ão mais acima dos 800 metros. O dia termina fresco para a época, com ligeira descida das mínimas face a domingo.
Terça-feira, 9 — primeiras frentes voltam ao Norte
Com o fluxo a rodar, a nebulosidade adensa no litoral Norte e Centro e regressam períodos de chuva, em geral fraca a moderada, com início provável a meio do dia.
Os modelos de referência seguidos pelo IPMA, nomeadamente ECMWF e AROME, suportam este padrão: frentes pouco ativas a tocar a costa e a penetrar para leste ao longo da tarde.
Minho e Douro Litoral recebem a primeira vaga, com aguaceiros que podem ser persistentes entre Viana do Castelo, Caminha, Braga e o litoral de Vila do Conde a Matosinhos.
No interior, os aguaceiros avançam para os vales do Sousa e Tâmega, depois para o Douro Superior.

Quarta-feira, 10 — regime húmido mantém-se
A noite de terça para quarta deve conservar aguaceiros no litoral oeste, com extensão ocasional à Área Metropolitana do Porto e ao Baixo Minho no distrito de Braga.
Durante a manhã, mantém-se céu muito nublado, com precipitação fraca a moderada, e vento de oeste em geral moderado.
Nas serras do Gerês, Marão e Alvão o vento pode soprar por vezes forte, com rajadas mais sentidas nos pontos expostos. Em janelas pós-frontais, abrem-se clareiras durante a tarde, com melhoria temporária.

Quinta-feira, 11 — última passagem frontal antes de estabilizar
Os sinais apontam para mais uma frente fraca a cruzar o Norte continental. Esperam-se períodos de chuva no Minho e no Douro Litoral durante a madrugada e manhã, enfraquecendo para aguaceiros à medida que avança para leste.
No vale do Douro e no planalto de Vila Real, a precipitação deverá ser menos frequente e mais irregular. O vento perde intensidade a partir do fim do dia, preparando um padrão mais estável.
Temperaturas: noites a descer, dias contidos
Ao longo da semana verifica-se uma descida gradual das mínimas, mais sentida no interior Norte.
Nas terras frias de Montalegre, Boticas e na serra de Larouco, a madrugada pode aproximar-se de valores típicos de início de outono.
No litoral, as mínimas mantêm-se mais suaves, mas em queda face ao fim de semana. As máximas ficam contidas: baixos 20s no litoral e médios 20s em abrigos do Douro.
Tendência para o fim de semana: anticiclone ganha espaço
Os campos de pressão sugerem que o anticiclone se reaproxima no final da semana, abrindo caminho a maior estabilidade, céu mais aberto e vento em abrandamento. A confirmar-se, a chuva recua e regressam dias secos na região, com subida ligeira das temperaturas diurnas.
Notas operacionais
— Minho e Douro Litoral concentram a chuva mais frequente entre terça e quinta, com episódios mais consistentes nas manhãs.
— Vento mais incómodo nas tardes de segunda e quarta, reforçando em serras e planaltos; rajadas podem ser localmente fortes nas terras altas.
— Confirmar avisos atualizados do IPMA. À hora de fecho, Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e Viseu estavam em verde, mas o quadro pode mudar a curto prazo se necessário.




