O Ministério Público acusou quatro pessoas na Trofa pelos crimes de usura, extorsão e branqueamento de capitais, num caso relacionado com empréstimos de dinheiro a particulares e empresários com taxas de juro que chegavam aos 350%.
Quatro pessoas foram acusadas pelo Ministério Público (MP) de vários crimes ligados à prática ilegal de empréstimos de dinheiro na Trofa, distrito do Porto. Em causa estão suspeitas de usura, extorsão agravada e branqueamento de capitais, num esquema que alegadamente funcionou durante vários anos.
Segundo a acusação, os arguidos emprestavam dinheiro a particulares e empresários em dificuldades financeiras, aplicando juros considerados “manifestamente excessivos”, que em alguns casos chegavam aos 350%.
De acordo com o processo, os empréstimos eram feitos sem qualquer enquadramento legal e as vítimas acabavam pressionadas a devolver quantias muito superiores às inicialmente recebidas. O MP sustenta que os arguidos aproveitavam situações de fragilidade económica para impor condições consideradas abusivas.
A investigação aponta ainda para a utilização de ameaças e pressão psicológica para garantir os pagamentos. Em algumas situações, os lesados terão sido forçados a entregar bens ou património como garantia das dívidas.
O caso começou a ser investigado pela Polícia Judiciária, após denúncias relacionadas com movimentos financeiros suspeitos e relatos de intimidação associados à cobrança das dívidas.
Além dos crimes de usura e extorsão, o Ministério Público acusa também os suspeitos de branqueamento de capitais, alegando que parte do dinheiro obtido através da atividade ilegal terá sido movimentado para dissimular a sua origem.




