Parceria estratégica foca-se no desenvolvimento do Alto Minho e na transformação de conhecimento em valor económico.
O Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) e a SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social formalizaram, esta segunda-feira, um protocolo de colaboração que visa colocar a investigação académica ao serviço das empresas e das políticas públicas. A assinatura do documento decorreu na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) e reuniu representantes do poder local, academia e tecido empresarial.
O objetivo central é claro: reforçar o pensamento crítico e a inovação no Alto Minho, garantindo que o conhecimento produzido nas escolas do IPVC seja aplicado no terreno para criar riqueza, emprego e soluções sustentáveis para o território.
Conhecimento como motor da economia
Para Carlos Rodrigues, presidente do IPVC, esta parceria reforça o papel da instituição como um agente ativo do desenvolvimento regional. “Contribuímos para a formação de cidadãos informados, críticos e capazes de participar no desenvolvimento do território”, afirmou, sublinhando que a missão do Politécnico hoje ultrapassa o ensino técnico e foca-se na valorização efetiva do conhecimento.
Álvaro Beleza, presidente do Conselho Coordenador da SEDES, reforçou esta visão, lembrando que “os territórios só conseguem competir e inovar se forem capazes de transformar conhecimento em valor”. O responsável vê na academia o parceiro ideal para desenhar políticas públicas independentes e baseadas em evidência científica.
Proposta de impostos mais simples
A sessão serviu também para a apresentação do livro “Ambição: Impostos Mais Simples, Melhor Economia”, da autoria de Álvaro Beleza e Carlos Alves. A obra defende uma reforma fiscal profunda em Portugal, assente na simplificação e transparência, como ferramenta essencial para atrair investimento e, acima de tudo, reter o talento jovem no país.
Andreia Castro, presidente do Núcleo Distrital da SEDES de Viana do Castelo, destacou que este é “um compromisso real com o Alto Minho”, focado em desafios como a transição digital, a demografia e a criação de condições para que os recém-formados possam construir os seus projetos de vida na região.




