A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, descreveu hoje o incêndio que começou em 15 de agosto no Parque Natural do Douro Internacional como uma “catástrofe ambiental e paisagística”, durante visita ao miradouro do Carrascalinho, em Freixo de Espada à Cinta.
Segundo a governante, o fogo devastou “mais de cinco mil hectares” nesta área protegida.
O Ministério do Ambiente já iniciou intervenções urgentes, incluindo a contenção de derrocadas e prevenção da contaminação de águas potáveis.
O Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) monitorizam os impactos in loco.
O governo também activou ajudas imediatas para restabelecer o potencial produtivo nas zonas agrícolas afetadas, coordenadas pelos ministérios da Economia e da Agricultura.
Projetos de restauração ecológica visam recuperar o ecossistema, fauna e flora com base em práticas científicas internacionais, usadas noutras áreas protegidas como Alvão e Parque Nacional da Peneda-Gerês.
A ministra destacou os danos em projetos de conservação europeus, como o programa “LIFE Aegypius Return” dedicado ao abutre-preto. Ninhos, estruturas de aclimatação e equipamentos sofreram prejuízos superiores a 30 mil euros. O compromisso do governo é restabelecer integralmente esse projeto.
Maria da Graça Carvalho alertou que o restauro ambiental pode exigir vários anos.
Estão ativadas ajudas diretas que envolvem municípios, ICNF, APA e a Agência para o Clima em cada área protegida afetada.




