O incêndio que deflagrou na noite de 26 de julho em Ponte da Barca foi finalmente dado como dominado esta manhã, pelas 10h45, segundo anunciou o comandante Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Proteção Civil, Elísio Oliveira.
A informação foi confirmada durante o habitual ponto de situação, após um ‘briefing‘ que contou com a presença de todas as entidades envolvidas nas operações de combate às chamas.
Apesar da evolução positiva, o comandante alertou que o dispositivo irá manter-se no terreno devido ao risco de reativações, face às condições adversas.
O incêndio afetou, para além do concelho de Ponte da Barca, Terras de Bouro e Vila Verde, deixando a cidade de Braga, uma das maiores cidades de Portugal, sob uma névoa de fumo durante vários dias.
Ao contrário do que é vinculado pela comunicação social de “massas”, o Gerês nunca foi afetado, mas sim a Serra Amarela, uma das serras do Parque Nacional, denominado como Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG) por ter uma conjunto de serras que dele fazem parte (Peneda, Soajo, Amarela, Gerês). Cabreira (em Vieira do Minho) e Larouco (Montalegre) não fazem parte do PNPG.
De acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, pelas 11h21 ainda se encontravam no local 537 operacionais, apoiados por 173 viaturas e um meio aéreo.
“Dentro do teatro de operações existem zonas onde o combate continua, outras em fase de rescaldo ou consolidação, e em grande parte do território, os operacionais asseguram agora a vigilância”, explicou Elísio Oliveira.
O responsável confirmou também a presença de meios aéreos, incluindo um bombardeiro pesado que tem auxiliado nas áreas de difícil acesso, onde os operacionais não conseguem chegar por terra.
“Elas são zonas de acesso extremamente difícil, o que exige uma resposta continuada e coordenada, pelo que os trabalhos vão continuar nos próximos dias”, acrescentou o comandante.




