A Força Especial de Proteção Civil (FEPC), da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), participou no Workshop Internacional de Meios Aéreos de Combate a Incêndios Florestais, que decorreu em Nîmes, França.
A iniciativa foi promovida no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia e realizou-se na base da Sécurité Civile francesa, no centro de treino SECOAS Valabre, especializado em simulação e coordenação de operações aéreas de combate a incêndios.
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O encontro reuniu especialistas e operacionais de vários países europeus com o objetivo de partilhar experiências, boas práticas e desafios relacionados com a interoperabilidade de meios aéreos em cenários de incêndios florestais, sobretudo em operações que envolvem apoio internacional.
Portugal esteve representado pelo adjunto de comando da FEPC, Marco Pires, acompanhado por um elemento da Força Aérea Portuguesa. Participaram ainda delegações de França, Itália, Suécia, Chipre, Montenegro, Chéquia e Países Baixos.
Durante os trabalhos, foram analisados vários cenários operacionais que simulam situações de incêndios florestais complexos, permitindo aos participantes testar procedimentos de coordenação entre diferentes países e tipos de aeronaves.
Segundo Marco Pires, a participação portuguesa revelou-se particularmente relevante para reforçar a cooperação europeia nesta área.
“Foi uma experiência enriquecedora, que permitiu discutir lições aprendidas tanto por quem solicita apoio internacional como por quem envia recursos em situações de crise”, afirmou.
O responsável destacou ainda que o workshop incluiu exercícios em simuladores de operações aéreas, envolvendo helicópteros e aviões de combate a incêndios, permitindo recriar cenários virtuais com diferentes tipos de aeronaves e estratégias de intervenção.

A partilha de conhecimento técnico e operacional foi apontada como essencial para melhorar a resposta conjunta da União Europeia a grandes incêndios florestais, fenómeno que tem aumentado em frequência e intensidade nos últimos anos.
A participação portuguesa nestas iniciativas enquadra-se na estratégia de reforço da cooperação internacional e da preparação operacional, numa área considerada crítica para a proteção das populações e do território.





