O incêndio que deflagrou há uma semana no concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, continua ativo esta sexta-feira, com reações imprevisíveis devido à rotação do vento e pontos quentes persistentes.
No entanto, há “esperança” de que o fogo possa ser finalmente dominado ainda durante o dia.
Apesar da complexidade do cenário, a proteção das populações está assegurada, com meios terrestres e aéreos empenhados em zonas críticas.
“Temos a complementaridade de helicópteros e aviões. Mantemos equipas da GNR, bombeiros e sapadores florestais no terreno”, reforçam as autoridades.
Um dos locais mais críticos situa-se na zona de Terras de Bouro, mais precisamente nas encostas da Serra Amarela, dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).
Esta área de elevada sensibilidade ecológica tem sido fortemente fustigada pelas chamas, com mais de 6 mil hectares já consumidos.
De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 13h50 estavam no terreno 582 operacionais, apoiados por 195 viaturas e três meios aéreos, numa operação exigente dada a orografia do Gerês e o acesso difícil em muitos pontos.
A Ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, anunciou entretanto que Portugal continental entra em situação de alerta a partir da meia-noite de domingo até 7 de agosto, face ao “agravamento das previsões meteorológicas” e o risco elevado de incêndio rural.
“Queremos proteger as pessoas e os recursos naturais”, declarou.
A prioridade nas próximas horas passa por travar a progressão das chamas em áreas isoladas como as encostas do PNPG em Terras de Bouro, e devolver a tranquilidade às populações afetadas.





