O candidato da CDU à Câmara de Barcelos, Mário Figueiredo, traça uma visão crítica do atual executivo e apresenta-se como alternativa “coletiva, justa e fraterna”.
Em entrevista ao Café by E24, o candidato sublinhou que a sua motivação “não é o poder”, mas sim “construir soluções políticas para os problemas do concelho”.

Natural de Barcelos, Figueiredo recordou a infância no Campo de São José, onde aprendeu valores como “a aceitação de perder e ganhar e o sentido de comunidade”. A ligação à política, explicou, nasceu do “sentimento de justiça e de responsabilidade coletiva”, assumindo mais tarde a militância no Partido Comunista Português.
Sobre a atual liderança autárquica, foi direto: “A Câmara Municipal de Barcelos falhou no desenvolvimento do concelho. As decisões políticas tomadas não responderam aos problemas reais das pessoas.” O candidato destacou ainda que “a nova concessão da água foi um erro grave”, com consequências diretas nas famílias: “Há barcelenses que já acumulam faturas em atraso por valores absurdos.”

Entre as prioridades da candidatura, está a fiscalização das práticas abusivas da concessionária da água, que, segundo o candidato, “cobra serviços que não presta”. Figueiredo defende que, apesar de o contrato estar “blindado”, é possível “proteger os barcelenses com maior controlo e transparência”.
Outras áreas críticas incluem o ambiente, a habitação e o hospital de Barcelos. O candidato lamenta que o concelho “tenha 22 quilómetros de rio e nenhuma praia fluvial”, apontando falhas na gestão ambiental. Sobre o hospital, acusa o executivo de “viver de anúncios repetidos e ilusões”, sem verdadeira pressão sobre o Governo.
Na habitação, reconhece tratar-se de um “problema nacional”, mas considera que o município pode e deve agir: “Faltam rendas acessíveis e políticas municipais eficazes. Há património público abandonado que devia ser usado para habitação.”
Figueiredo reforça que a CDU apresenta “um projeto honesto, competente e voltado para o bem comum”. E conclui: “O maior legado que quero deixar é o de lutar por conquistas coletivas. O progresso de Barcelos só será real quando colocar as pessoas em primeiro lugar.”



