O Ministério Público acusou três pessoas de tráfico de pessoas num caso de venda de um recém-nascido a um casal de Gondomar por 2.500 euros, ocorrido no início de 2024.
A mãe biológica e o casal estão agora formalmente acusados no processo. Os dois compradores respondem ainda por falsidade de testemunho e falsas declarações.
Segundo a Procuradoria-Geral Distrital do Porto, a mulher, então residente no Brasil, publicou anúncios na internet em 2023 onde se mostrava disponível para engravidar e entregar bebés a troco de dinheiro. Entretanto engravidou do companheiro, que desconhecia a gravidez.
Em dezembro desse ano foi contactada por um casal de Gondomar, com problemas de infertilidade, que viu no acordo uma forma de contornar os procedimentos legais de adoção. As partes combinaram a entrega da criança após o nascimento mediante o pagamento de 2.500 euros.
A mulher viajou para Portugal e deu à luz sozinha em casa, a 21 de janeiro de 2024, mas acabou por sofrer complicações e foi transportada para o hospital.
Na unidade de saúde registou o bebé como filho do homem do casal envolvido no esquema.
Após receber alta, a mulher entregou o bebé ao casal. O caso acabou por levantar suspeitas e motivou uma investigação das autoridades.



